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terça-feira, 1 de outubro de 2013


Localizado no Bairro de Santo Amaro, na porção noroeste do Centro Histórico do Recife, o Parque 13 de Maio com seus 6,9 ha, constitui um expressivo componente de valorização daquele sítio urbano, onde se encontram edifícios da maior relevância para a vida cívica e cultural da Cidade, a exemplo da Faculdade de Direito, da Câmara de Vereadores e da Biblioteca Pública Estadual, além da Assembléia Legislativa, que lhe fica nas imediações. De fácil acesso e servido por estratégica rede de transportes coletivos, conta com inúmeras paradas locais e intermunicipais, impondo-se como contraponto de claridade e verdura, em meio ao intenso movimento urbano. Remontam ao século passado as intenções de criação do Passeio Público, que veio a ser o Jardim 13 de Maio e, finalmente, Parque 13 de Maio, um espaço que foi alvo de vários projetos de influência européia, e contou com a participação de técnicos de origem inglesa, francesa, italiana e espanhola, no período compreendido entre 1860 e 1923, vindo somente a ser inaugurado em 1939, quando da celebração do 3º Congresso Eucarístico Nacional.
O projeto idealizado pelo engenheiro Domingos Ferreira, foi executado pelo seu autor de acordo com concepção renascentista e guarda características dos desenhos anteriores, como a marcação de dois eixos perpendiculares sugerindo dar continuidade aos jardins da Faculdade de Direito, ao tempo em que delimita espaços geométricos irregulares, definidores de áreas de estar, de canteiros e fontes. Apesar da influência estrangeira, o projeto foi concebido dentro do propósito de enfatizar a beleza da paisagem tropical e incorporou espécies vegetais nativas, inclusive da floresta amazônica.
As reformas que se sucederam nos anos 70 e 80 acrescentaram alguns equipamentos destinados à recreação como o playground, mais um lago e o minizoológico, além da pista de cooper e de equipamentos de ginástica, proporcionando o exercício de outras atividades recreativas. Vários monumentos, espelhos d'água, fontes e esculturas do artista Abelardo da Hora acrescentaram beleza e variedade à vegetação que, com grande riqueza de textura, composição e expressividade anteriormente configuravam-no como um parque de contemplação. Todavia, ainda hoje as áreas de playground e o minizoológico são os grandes catalizadores do afluxo de crianças ao Parque, mormente, nos fins de semana, quando se lhe intensifica o uso.
A última reforma ocorreu em 1998, restabelecendo-se as funções de convívio da população da Cidade.













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